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A Doença como Caminho – Clipping

Tudo aquilo que nós não queremos ser, tudo o que não desejamos encontrar dentro de nós, tudo o que não queremos viver, e tudo o que não queremos deixar participar de nossa identificação, forma a nossa sombra.

Todas as manifestações provenientes de sua sombra são projetadas pelo homem no mal anônimo que existe no mundo, porque ele tem medo de descobrir a verdadeira fonte de seus males dentro de si mesmo.

É ai que vigora uma lei um tanto irônica, da qual ninguém pode fugir. O ser humano se ocupa mais com aquilo que ele não quer. Ao faze-lo, aproxima-se tanto do princípio rejeitado que acaba por vive-lo ! Vale a pena nunca esquecer essas duas últimas frases. A rejeição de qualquer princípio assegura que a pessoa viva esse mesmo princípio. Segundo tal lei, os filhos adotam mais tarde na vida exatamente os mesmos comportamentos que mais odiavam na personalidade dos pais. É assim que, com o tempo, pacifistas se transformam em militantes bélicos, moralistas levam uma vida de dissipação e os fanáticos pela saúde adoecem.

O mesmo vale para o grande sonho de nossa vida cotidiana. Sempre teremos de despertar se quisermos ver mais além da ilusão.
Todos os heróis míticos precisavam lutar com monstros, dragões e demônios, inclusive até com o próprio inferno, caso quisessem tornar-se sãos e curadores.

A sombra nos deixa doentes, o encontro com a sombra nos faz sarar ! Essa é a chave para entendermos a doença e a cura. Todo sintoma é um aspecto da sombra que se precipitou no corpo físico.É no sintoma que se manifesta aquilo que nos faz falta. É no sintoma que o homem vive aquilo de que não quis tomar consciência. O sintoma usa o corpo como um instrumento para fazer a pessoa tornar-se outra vez um todo.

Nosso corpo é o espelho de nossa alma; na verdade, ele nos mostra aquilo de que a alma nunca poderia tomar conhecimento sem ter uma base com que se comparar.

Todas as ilusões deste mundo são relativamente inocentes se comparadas àquela que infligimos a nós mesmos durante toda a nossa vida.
É por isso que o autoconhecimento tem sido considerado a missão mais difícil e importante por todos os que estão em busca da verdade. Conhecer a si mesmo não significa descobrir o eu e, sim, descobrir o self, visto que este é oniabrangente, enquanto o eu divide e define constantemente a totalidade, impedindo-nos de conhecer o todo que compõe o self.

Referência:
*A DOENÇA COMO CAMINHO*
Thorwald Dethlefsen
Rüdiger Dahlke

Clipping do Aluno: Victor da Primeira turma de Formação em Psicoterapia Vibracional

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Sobre o(a) Autor(a): Carlos Victor

Aluno da primeira Turma de Formação em Psicoterapia Vibracional.